“you wrote me a note
the pages were blank
and i, i should have known
invisible ink”
“you wrote me a note
the pages were blank
and i, i should have known
invisible ink”
porque quem fala em tom de desprezo sobre a farofa na praia não conhece o prazer de tomar uma caipirinha na areia, embaixo do guarda-sol, enquanto petisca alguns quitutes que sejam um tanto gordurosos e façam muita sujeira, de preferência.
na preparação para encarar algumas horas de estrada, começo a olhar com mais calma a minha case de cds no carro e a gravar algumas coisas novas. no pouco tempo que gasto no carro no dia a dia, acabo girando em torno dos mesmos cds (e focando nas novidades no ipod). mas, percebi agora, tenho alguns bons companheiros de estrada que nunca falham. in rainbows, do radiohead, a ghost is born, do wilco, funeral, do arcade fire, e the boy with the arab strap, do belle and sebastian, são obrigatórios. para esse carnaval, resolvi inovar loucamente (haha) e levar para o carro os meus amigos da cozinha. gimme fiction, do spoon, chutes too narrow, do shins, e grand prix, do teenage fanclub. e que venha o trânsito.
estava lendo agora este artigo (que eu tirei daqui) e me dei conta de como sinto saudades de desligar o celular, pegar um trem de impulso e cair em uma nova cidade (ou país) sem que ninguém no mundo soubesse onde eu estava. e aproveitar a sensação de liberdade. porque não existe nada mais libertador do que estar sozinho (alone, not lonely).
porque um bom nome para um fundo é o suficiente. humor britânico sobre a crise financeira. genial.
impressionante como cortar (bastante) o cabelo dá uma sensação de troca de energia, renovação mesmo. você deixa a tesoura levar embora o peso, o desnecessário. fora a coragem de mudar totalmente a cara, o enquadramento. adrenalina pura.
no clima, musiquinha do pavement. puro espírito de sábado.
“o que é que houve meu amor,
você cortou os seus cabelos?
foi a tesoura do desejo
desejo mesmo de mudar”
ontem, no bar:
- os homens apaixonados são bobos. as mulheres, sonhadoras.
“ela descobriu, como antes já muitas vezes acontecera, que os acontecimenos esperados com impaciência não produziam, ao se realizarem, toda a satisfação que deles se esperava. era portanto necessário marcar um outro período para o começo da sua verdadeira felicidade, ter outros pontos de apoio para os seus desejos e esperanças”
acabei de ler orgulho e preconceito, da jane austen. o impulso para lê-lo surgiu de repente, de uma série de comentários de diferentes pessoas sobre o livro, que fizeram-no saltar na lista de próximas leituras. mas a escolha não poderia ter sido mais acertada. devorei o livro em uma semana, entreguei-me a ele como poucas vezes fiz na vida. a história de um amor que só acontece à segunda vista me preencheu demais. assim como a percepção de austen sobre a alma feminina, mesmo com todas as diferenças de tempo e espaço. amei.